sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Convertido Acústico do Palácio de Cristal

Spurgeon uma vez contou:
“Em 1857, um dia ou dois antes de pregar no Palácio de Cristal, fui para lá decidir onde a plataforma de onde eu pregaria deveria ser fixada, e, a fim de testar as propriedades acústicas da construção, gritei em alta voz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo “. Em uma das galerias, um operário, que não sabia de nada do que estava sendo feito, ouviu essas palavras, que lhe veio como uma mensagem do céu para sua alma. Ele foi ferido com convicção por causa do pecado, guardou suas ferramentas, foi para casa, e lá, depois de uma temporada de luta espiritual, encontrado a paz e a vida por contemplar o Cordeiro de Deus. Anos depois, ele contou esta história a uma pessoa que o visitou em seu leito de morte. “

terça-feira, 24 de abril de 2012

O TENTADOR É UM INSTRUMENTO DE DEUs




Se Deus assim decretasse, ele poderia evitar que houvesse tentação no seu mundo. Ele é poderoso para impedir qualquer obra maligna em nosso meio. Todavia, ele é suficientemente soberano para servir-se de instrumentos para que sejamos tentados.
As tentações vieram porque ele enviou o Tentador a este mundo. Quando ele caiu em pecado, Deus o lançou neste mundo, para cumprir o seu propósito instrumental.

Satanás é o grande molestador dos cristãos. Ele vive passeando por nosso mundo (Jó 1.7; 2.2), porque ele é o lugar que lhe foi dado por Deus para que ele pudesse trabalhar como seu instrumento. Se não crermos dessa maneira, como a Escritura apresenta, teremos de admitir que Deus não pode fazer nada para impedir que ele faça o que ele sabe fazer tão sagazmente. Isso tornaria nosso Deus tão pequeno e impotente como alguns pensam que ele é! Portanto, Satanás percorre a face da terra para causar mal-estar aos filhos de Deus, incitando-os a desobedecer as leis estabelecidas do grande e santo Legislador. Ele vive para causar desconforto a nós e a todos os filhos de Deus espalhados pela face da terra.
Todavia, a despeito de todo o seu propósito mau no mundo dos homens, ele é o servo de Deus para cumprir os seus santos propósitos em nossa vida.
A Finalidade do Instrumento divino

A finalidade proposta por Satanás, que é um ser que possui livre agência, é perturbar, azucrinar, humilhar, desassossegar e derrubar os cristãos. Contudo, toda essa tentativa de Satanás é para cumprir o propósito divino de fortalecer a vida dos crentes, criando neles uma perseverança inamovível!
Ser tentado implica em algum tipo de sofrimento (Hb 2.18) e, no sofrimento o cristão é amadurecido, porque a tentação é uma espécie de prova ou teste a que Deus submete os seus filhos. A finalidade do teste é não somente averiguar o estado espiritual dos cristãos mas também torná-los experimentados e amadurecidos nessa esfera tão difícil da caminhada cristã.
É importante aprender da Escritura que a provação está relacionada com a tentação. É bom lembrar que as duas palavras abaixo, provação e tentação, possuem a mesma raiz e estão intimamente relacionadas. Tiago fez essa relação:

Tg 1.12-13 - “Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém ao ser tentado, diga: sou tentado por Deus. Porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta.”
Ser tentado é ser provado por Deus pela instrumentalidade de Satanás e por nós mesmos, de onde a tentação também procede. A finalidade da provação através da tentação é causar perseverança em nós, pois a perseverança produz experiência e a experiência esperança.

A Inteligência do Instrumento Divino

Satanás não é onisciente, mas ele é um astuto observador do comportamento humano. Ele observa você a mim e vai conhecendo o nosso temperamento e o modo como reagimos diante das situações. Ao observar a raça humana por milênios, Satanás aprendeu a lidar com ela e a lançar os seus dardos inflamados de acordo com as fraquezas de nosso temperamento. Como um inteligente lavrador ele lança a semente de acordo com o solo que tem. Como um astuto pescador, ele usa a isca própria para fisgar o tipo de peixe que quer. Não é qualquer isca que serve para pegar todo tipo de peixe como não é qualquer arapuca que serve que caçar todos os tipos de animais. Portanto, Satanás, conhecendo os nossos temperamentos ele adapta o tipo de tentação a que mais somos suscetíveis.

Fonte: O Ser de Deus e as Suas Obras. A Providência – Heber Campos

sexta-feira, 23 de março de 2012

Comece o Dia em Oração




Por Edward M. Bounds

Os homens que mais fizeram
para Deus neste mundo dobravam cedo seus joelhos. Aquele que joga fora o início
da manhã, sua oportunidade e frescor, perseguindo outras coisas ao invés de
buscar a Deus fará pobre progresso no sentido de buscá-lo o resto do dia. Se
Deus não é o primeiro em nossos pensamentos e esforços pela manhã, Ele estará em
último lugar no resto do dia. Por trás do levantar cedo e cedo orar está o
desejo ardente que nos preme no propósito de buscar a Deus. O sono profundo
pela manhã é indício de um coração em sono profundo. O coração que é tardo em
buscar a Deus pela manhã perdeu seu prazer por Deus. O coração de Davi ardia
por buscar a Deus. Ele tinha fome e sede de Deus, e por isso ele buscou a Deus
cedo, antes da luz do dia. A cama e o sono não puderam encarcerar sua alma em
sua ânsia por Deus. Cristo almejou comunhão com o Pai; e por isso levantava-se
muito antes que fosse dia, e ia ao monte orar. Os discípulos, quando
completamente despertos e envergonhados de sua indolência, sabiam onde
encontrá-lo. Nós poderíamos seguir a lista dos homens que impactaram
poderosamente o mundo para Deus, e iríamos encontrá-los buscando-o logo cedo.

Um desejo por Deus que não
quebra as cadeias do sono é algo fraco e fará muito pouco por Ele depois que tiver
satisfeito completamente a si mesmo. O desejo por Deus que mantém a distância
tanto o diabo quanto o mundo no início do dia nunca será escravizado. Não é
simplesmente o levantar que põe os homens à frente e os faz capitães nas hostes
de Deus, mas é o desejo ardente que os instiga e quebra todas as cadeias da
auto-indulgência. Mas o levantar-se traz alento, aumento, e força ao desejo. Se
eles estivessem deitados na cama agradando a si mesmos, o desejo teria se
extinguido. O desejo é o que os desperta e os faz curvar-se perante Deus, e
isto atendendo e agindo em resposta à sua fé; aproximam-se de Deus e seus
corações recebem a mais doce e completa revelação dEle; e esta força de fé e
abundância de revelação os faz santos por eminência, e o halo de sua santidade
chega a nós, e entramos no gozo de suas conquistas. Nos deleitamos com isto,
mas não o executamos. Nós construímos suas tumbas e escrevemos seus epitáfios,
mas não cuidamos em seguir seus exemplos. Precisamos de uma geração de
pregadores que busque a Deus e o busque cedo, que dê o frescor e o orvalho dos
esforços a Deus, e assegure de volta o frescor e a abundância do Seu poder; que
Deus possa ser para eles como o orvalho, pleno de alegria e força, através de
todo o calor e labor do dia. Nossa preguiça por Deus é nosso lamentável pecado.
Os filhos deste mundo são mais sábios do que nós. Eles estão nisto cedo e
tarde. Nós não buscamos a Deus com ardor e diligência. Nenhum homem busca a
Deus e não o segue firme, e nenhuma alma que o segue firme não o busca cedo
pela manhã.


Edward Bounds McKendree foi preparado para ser advogado,
mas em vez de seguir a carreira jurídica, entrou para o ministério com vinte e
poucos anos. Em 1859 ele foi ordenado como pastor da Igreja Metodista
Monticello em Missouri. Bounds foi capelão no exército confederado durante a
Guerra Civil Americana. Ele foi capturado pelo Exército da União, em Franklin,
Tennessee, e mais tarde libertado. Após a sua libertação, ele se esforçou para
reconstruir o estado espiritual de Franklin, iniciando sessões semanais de
oração. Bounds foi editor adjunto do jornal oficial Metodista, o Advogado
Cristão, e é mais conhecido por se
inúmeros livros sobre o tema da oração. Como a respiração
é uma realidade física para nós, a oração era uma realidade vital para Bounds

sábado, 3 de março de 2012

7 Visões do gênio Charles Spurgeon





Spurgeon gênio saltou de seus dons latentes realçadas pelo ministério do Espírito Santo.



1 - Sua profundidade espiritual


Ele era totalmente dependente do Espírito Santo - "Se não tem o Espírito que Jesus prometeu, não podemos executar a comissão que Jesus deu." Sua confiança simples em Deus, que lhe permitiu enfrentar as eventualidades e as tarefas de uma vida exigente foi sustentado pela oração fervorosa. "A oração tornou-se tão essencial para mim, como o ar dos meus pulmões."




2 – O Poder de sua Pregação Ele foi aclamado como "o maior pregador em uma época de grandes pregadores . Na idade de 17 anos, atraiu centenas de igrejas em Cambridgeshire. Aos 19 anos, milhares de pessoas participaram de seu ministério em Londres. Congregações foram encantados com a sua Escritura. Sua voz ele expôs em linguagem simples e memorável. Sua pregação foi acompanhado pelo trabalho pastoral e filantrópico, ele acomodava 500 crianças, foi dito ser o seu maior sermão.


3 - Sua postura intransigente


"Se um ministro não tem certeza sobre a sua mensagem, deve deixá-lo ficar quieto até que ele tenha." A Bíblia é para ser exposta, e não criticada. O Evangelho é uma mensagem a ser proclamada, e não debatida. Suas afirmações fortes deixam soltas algumas controvérsias dolorosas. Mas ele se manteve firme e se recusou a trair a sua consciência.


4 – o Talento da Leitura


Ele aprendeu a ler cedo e rapidamente. Eventualmente, ele poderia ler seis livros comuns em uma sessão, e muitos volumes substanciais em uma semana. Uma memória retentiva como um sistema de memória de um computador. Preparava sermões, palestras e livros. A Revista de Spurgeon “A Espada e a Espátula” muitas vezes continha até 50 resenhas de livros de sua caneta - prova suficiente de sua capacidade.


5 - Sua doação generosa


Grande parte do seu dinheiro pessoal foi usado para o apoio de sua faculdade, seus Homens órfãos, e outras instituições por ele fundadas. Além disso, muitas pessoas se beneficiaram de sua benevolência.


6-Sua capacidade de observação


. Seus olhos estavam abertos e os ouvidos sintonizados com as vistas e sons do mundo à sua volta.. Muitos de seus sermões são iluminados por as coisas que viu e ouviu. O ambiente rural em que ele passou parte de sua infância coloria seu pensamento e sua fala. " Ele desenvolveu o caráter de "João Lavrador", e pregou uma série de "Sermões de Fazenda. Ele também foi um árduo observador da natureza humana, agravada pela sua experiência de entrevistar futuros estudantes ministeriais. Ele foi rápido para ver a necessidade humana e igualmente pronto para fornecer ajuda prática.


7 - Sua Mundo não-conformista


Entre os seus ancestrais foram muitos os que sofreram na causa da liberdade religiosa. Seu pai e seu avô eram independentes (Congregacional) Ministros. Suas igrejas foram auto-governadas. O Inconformismo de Spurgeon o levou a criar inovações, ele rejeitou o uso do traje clerical, e se recusou a títulos eclesiásticos. Ele preferia uma plataforma em vez púlpito. Ele não era avesso a pregar em edifícios seculares. Ele publicou um sermão a cada semana do ano de 1855 até sua morte em 1892, e mesmo após sua morte foram publicados sermões inéditos de domingo a quinta-feira impresso semanalmente até 1917, até finalmente cessar durante a Primeira Guerra Mundial.


Conclusão Spurgeon gênio saltou de seus dons latentes realçados pelo ministério do Espírito Santo. Sua voz, o domínio da sua linguagem, seu estilo inimitável, sua sensibilidade, imaginação, paixão e intelecto estavam todos à disposição de seu Senhor e Salvador, podendo ser vislumbrado Através de seu Colégio, de suas crianças carentes, suas igrejas, seus sermões impressos e livros publicados ...



Tradução :Miguel silva

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012



É com grande pesar que o blog a pena afida, comunica o trágico
falecimento do Reverendíssimo Bispo Diocesano, Dom Edward Robinson de Barros
Cavalcanti, e de sua esposa Miriam Cavalcanti, ocorrido neste domingo
26/02/2012 por volta das 22h na cidade de Olinda-PE.

A igreja em recife agradece a Deus pela vida e devotado ministério do seu,
pastor, mestre e amigo, um verdadeiro profeta e mártir do nosso tempo, conhecido
como a enciclopédia do mundo cristão
. Que lutou pela causa do evangelho de
Cristo, por Sua igreja, bem como pela Comunhão Anglicana, e que contou sempre
com sua esposa que, como fiel ajudadora, o apoiou em todos os anos de seu ministério.
Partiu para a Eternidade deixando um legado de serviço, amor e firmeza
doutrinária, pelos quais essa Diocese continuará.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A PORNO-CORINTO

Situada no istmo de mesmo nome, no sul da Grécia, Corinto era, no início do primeiro século, a cidade mais antiga, mais importante, mais rica, mais comercialmente próspera, mais populosa (250 mil habitantes) e mais obcecada por sexo da Europa Oriental. Ali se realizavam os Jogos Ístmicos, quase tão importantes quanto os Jogos Olímpicos, que eram mais antigos e surgiram em Olímpia, mais a oeste. Por ser uma cidade portuária (um porto no mar Egeu e outro no mar Mediterrâneo) e o elo entre Roma e o Oriente, Corinto abrigava uma grande mistura de raças, línguas e culturas (gregos, latinos, sírios, asiáticos, egípcios e judeus), de classes sociais (escravos e libertos, burgueses e pobres) e de profissões (investidores, mercadores, ambulantes, marinheiros, filósofos, ex-soldados, atletas e “promotores de todas as formas de vícios”).
Considerada a capital da licenciosidade, Corinto era notável por sua independência moral. À semelhança dos hebreus na época dos juízes, cada um fazia o que bem desejava (Jz 21.25). Não havia a quem prestar contas nem leis para obedecer, senão a lei dos desejos. Os impulsos sexuais eram um fenômeno biológico como a fome e, portanto, deveriam ser satisfeitos.
Em Corinto havia muitos templos. No templo dedicado a Afrodite, a deusa do amor (a mesma Vênus dos romanos), havia mil prostitutos e prostitutas, que ofereciam seus serviços ao pôr-do-sol. No templo dedicado a Apolo, o deus que representava o ideal de beleza masculina, havia “estátuas de Apolo nu, em diversas posturas, que exibiam sua virilidade, inflamavam seus adoradores masculinos a prestarem devoção por meio de demonstrações físicas com os belos rapazes a serviço da divindade” (David Prior, “A Mensagem de 1 Coríntios”). O problema das tais “imoralidades sexuais” (1Co 7.2) entre os coríntios era tal que um dos verbos gregos que significava “fornicar” era “corintizar”, ou seja, viver uma vida coríntia.
Esse descaso com a moral sexual vinha de longe. Demóstenes, o famoso orador grego (384-322 a.C.), escreveu: “Temos amantes para nos regozijarmos com elas, depois escravas compradas para cuidar de nossos corpos e, finalmente, esposas, que devem conceder-nos filhos legítimos e estão encarregadas de supervisionar todos os nossos misteres domiciliares”. Trezentos anos antes, na mesma época dos profetas Daniel e Habacuque (600 a.C.), Safo, a não menos famosa poetisa grega, teria levado várias jovens sob sua influência à prática do lesbianismo. Por essa razão, e por viver em Metilene, capital da ilha grega de Lesbos, próxima ao litoral da Turquia, chama-se lésbica (lésbia ou lesbiana) a mulher homossexual. “Tanto no mundo grego como no mundo romano, a parceria homossexual entre um homem mais velho e um jovem era considerada parte da educação do rapaz”, lembra Amy Orr-Ewing no livro Por Que Confiar na Bíblia?.
Foi em sua segunda grande viagem missionária que Paulo começou a evangelizar a cidade de Corinto (51 d.C.). Muitos convertidos renunciaram sua vida pregressa e tornaram-se novas criaturas em Cristo (2Co 5.17). Entre eles havia imorais, adúlteros e homossexuais passivos e ativos, como vemos na Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios (6.9-11), escrita no ano 55. Para se referir aos homossexuais ativos, o apóstolo usa a palavra grega “arsenokoitai”, aquele que toma a iniciativa, traduzida também por sodomita (por causa do que aconteceu em Sodoma, Gn 19). Para se referir aos homossexuais passivos, usa a palavra grega “malakoi”, aquele que se permite usar, traduzida também por efeminado. Para Calvino (1509-1564), os “malakoi” são “aqueles que, enquanto não podem tornar-se prostitutos publicamente, revelam quão impudicos são no emprego da linguagem ignóbil, no maneirismo e vestuário femininos, bem como em outros meios de atrair a atenção”.
Esse trecho da Carta de Paulo aos Coríntios é a melhor passagem das Escrituras para mostrar a possibilidade de mudança de comportamento mediante uma experiência autêntica de conversão, não importando o estilo de vida anterior.
Corinto foi três vezes destruída: em 146 antes de Cristo pelos exércitos romanos, em 501 por um terremoto, e em 1858 por outro terremoto, bem mais devastador que o primeiro. Hoje, Corinto não passa de uma aldeia.

Nota
Artigo publicado na revista Ultimato 325 (julho-agosto/2010)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

C. H. Spurgeon Plantador de Igrejas










Muitas pessoas não estão cientes da paixão extraordinária de C. H. Spurgeon por plantação de igrejas. Neste breve artigo, Peter Morden lança luz sobre como esse ministério impactou Londres.


O cenário Batista em Londres seria muito diferente hoje não fosse o ministério de plantação de igrejas de Charles Haddon Spurgeon. Algumas estatísticas nos ajudam a começar a compreender a extensão de sua influência. De forma impressionante, 53 das 62 novas igrejas Batistas de Londres fundadas entre 1865 e 1876 foram criadas graças ao seu trabalho; e no tempo da sua morte, em 1892, ele estava envolvido na plantação de quase 100 igrejas na cidade e nas áreas circunzinhas. A maioria dessas igrejas permanecem até hoje, muitos delas fortes e vigorosas, incluindo aquelas em Balham, Enfield, Greenwich, Norwood (Chatsworth), Teddington e Wimbledon (Estrada da Rainha).


Como Spurgeon conseguiu esse feito extraordinário? Seus métodos eram flexíveis e variavam dependendo do contexto, mas muitas vezes ele trabalhava da seguinte maneira. Para começar, Spurgeon identificaria uma área que parecia ser uma oportunidade missionária promissora. Então ele enviaria um ou dois alunos do Colégio de Pastores para realizar cultos de pregação ao ar livre, muitas vezes com o apoio de outras pessoas da sua igreja. Se esses trabalhos “ao ar livre” fossem bem sucedidos, ele alugaria algumas salas para que novas reuniões pudessem ser realizadas. Se o trabalho continuasse a florescer (como normalmente aconteceu), terrenos adequados seriam comprados e instalações construídas. Spurgeon tinha o seu próprio advogado para ajudar as novas igrejas na elaboração das escrituras e com quaisquer outras questões jurídicas que surgissem. A parte financeira era suprida por seus muitos colaboradores – e também pelo próprio Spurgeon.


A Igreja Batista de Enfield, ao norte de Londres, é apenas um exemplo de uma igreja que deve o seu início, humanamente falando, a Spurgeon. Em 1867, após uma reunião que realizou com algumas pessoas interessadas daquele lugar, os cultos foram iniciados em uma sala em cima de um pub, o Rising Sun [Sol Nascente]. Uma “capela de ferro” temporária foi logo construída, e Spurgeon pregou o primeiro sermão no novo edifício. Havia então 30 membros e a igreja continuou a crescer. Em 1872, uma capela mais permanente foi erguida. Hoje, o elo com Spurgeon é tão forte como antes: Amanda James[1], o ministro titular, formou-se no Spurgeon’s College; o ministro em treinamento, Craig Downes, está atualmente estudando lá. Sob a liderança deles, a Igreja Batista de Enfield continua a prosperar e tem uma forte atuação em missões estrangeiras.


Falando de sua paixão por plantação de igrejas, Spurgeon disse certa vez: É com alegria … que encorajamos nossos membros a nos deixar para fundar outras igrejas; ou melhor, procuramos convencê-los a fazê-lo. Pedimos a eles que se espalhem por toda a terra, para se tornar a semente piedosa que Deus abençoará. Eu creio que enquanto fizermos isso, prosperaremos.


Seu grande coração e sua paixão evangelística brilharam grandemente. Por qualquer padrão, o legado de novas igrejas que ele deixou foi um legado notável.


Notas:[1] Com certeza, Spurgeon ficaria decepcionado com o fato dessa igreja ter se afastado da Escritura nesse ponto e aceitar a ordenação feminina. [N. do T.]


Fonte: The Recorder

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – fevereiro de 2012

Sobre o Autor Peter J. MordenPeter Morden é professor de história eclesiástica e espiritualidade no Spurgeon’s College. Ele já escreveu dois livros sobre Spurgeon: C.H. Spurgeon: The People’s Preacher (Farnham: CWR, 2009) e ‘Communion with Christ and His People’: The Spirituality of C.H. Spurgeon (Oxford: Regent’s Park College, 2010).