sábado, 4 de junho de 2011

O Crente e o Sexo

Uma entrevista de Caio Fabio com o pessoal do Genizah sobre uma estatística que eles fizeram sobre o comportamento do crente e o sexo.

O crente e o sexo | Papo de Graça from Caminho da Graça | Oficial on Vimeo.
Algumas considerações sobre o vídeo. A entrevista é bem legal, bem humorada, e sem dúvidas as estatísticas apresentadas são de extrema relevância. Porém, a linguagem de Caio Fabio é por demais ofensiva, às vezes usando um linguajar que nem incrédulos ousariam. A informação dele sobre o termo "umbigo" em Cantares 7.3 está equivocada. A palavra hebráica שֹׁר Shor significa umbigo mesmo, e ela é usada, por exemplo, em Ezequiel 16.4 que diz: Quanto ao teu nascimento, no dia em que nasceste,não te foi cortado o umbigo, nem foste lavada com água para te limpar, nem esfregada com sal, nem envolta em faixas. Não tem como pensar em outra tradução no texto de Ezequiel.

sábado, 7 de maio de 2011

CRER E CRER: PROMULGADA A LEI DE DEUS SOBRE O HOMOSSEXUALISMO!


Rev. Wadislau escreveu em seu blog sobre a recente decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a união homossexual no Brasil, dêem uma olhada:
 

O crente crê; o incrédulo crê; o teísta crê; o ateu crê; o cientista crê; e o inculto também crê. É crença que não acaba mais. O crente em Jesus Cristo crê na Bíblia. O incrédulo crê que nada crê. O teísta crê que existe um Deus. O ateu crê que Deus não existe. O cientista crê que há alguma coisa aí para ser crida. O certo é que não há nenhuma outra base para qualquer conhecimento, a não ser a fé. A menos que você prefira dizer como o cara que viu o camelo, no zoológico: “Esse bicho não existe!”

Fé é mesmo coisa difícil de tragar. Até a descrição do conceito, de início, parece complicada: a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem (Hb 11.1). Como é que pode haver certeza do que é esperado e convicção do que não é visto? Valha-me Deus! E ele vale. Pense assim: se alguém não sabe coisa alguma sobre o que procura, nem se achar, saberá o que é. Se há alguma coisa sendo tratada, certamente algo é sabido e esperado, mesmo que não seja visto – ainda. Um exemplo disso é a Tabela Periódica dos elementos. Ela permanece tal como foi proposta, boa e genial. À época, foram calculadamente deixados em branco os espaços necessários para colocar elementos sabidamente existentes, mas desconhecidos. Havia fé em que, um dia, os elementos faltantes se encaixariam.

É algo como isso que está faltando, não na fé revelada, mas na evangelização do nosso povo. Sabe por que é que tanta gente não aceita ou abandona ou “muda” a fé cristã histórica a fim de acomodar a fé insossa? É que muitos que receberam o evangelho em fé não repensaram suas vidas em arrependimento – não reviram conceitos e comportamentos próprios da vida anterior nem se preparam para testemunhar o evangelho por meio de palavras e vidas coerentes. Assim, ficam na mente e no coração alguns espaços vazios que tornam difícil a digestão da fé. Tomando emprestada a figura de João, a fé é amarga no “estômago, mas... na... boca, doce como mel” (Ap 10.9). Mas como desejamos mel na boca ainda que com o estômago cheio de abelhas, os que creem que não creem e os que dizemos crer nem sempre estamos dispostos à coerência que a fé exige.

De fato, esse alheamento da fé faz parte do conhecimento natural do Deus desconhecido (At 17.22-31). O que quer que professemos, acabamos adorando algum tipo de deus. No entanto, só um é o verdadeiro. Ele é o Criador de todas as coisas e o próprio ambiente do homem, diante de quem teremos de prestar contas dos atos do nosso corpo. Vem, daí, uma questão: Como é que ficamos diante de duas declarações de fé, a do regenerado e a do não regenerado?

De um lado, o supremo e soberano Deus promulgou um termo de justiça, primeiro exarado na lei (Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação; Lv 18.22) e, depois, arrazoado no Novo Testamento. De outro lado, os supremos juízes da nossa terra passam julgado sobre os méritos do homossexualismo, com argumentos tais como: “a família é a base da sociedade, não o casamento” (Ministro Ayres Britto, considerando inconstitucional o artigo do Código Civil que trata a união estável usando os termos "homem e mulher"); ou "Desde que duas pessoas, somente" (Ministro Cézar Peluso, sem explicar a razão da restrição); ou "A união homoafetiva deve ser reconhecida como união estável para efeitos de proteção do Estado" (Ministro Luiz Fux). Todos eles, cuidando da causa, sequer chegam à questão do âmago do indivíduo – o vazio que só poderá ser ocupado pela adoração de Deus.

Com base na fé e na justiça (Rm 1.16-17) e movido por gracioso débito de amor para com todos os homens, crentes e incrédulos (vv. 13-15), Paulo faz um arrazoado mais profundo (1.18.32): a humanidade de agora não é a mesma como foi criada, mas experimenta uma separação interna e externa. No entanto, algumas coisas são certas e esperadas.

(i) Há uma dissociação com a essência da identidade humana, Deus, que é o ambiente de todo homem (vv. 18-20; 3.23; cf. At 17.24-29; Cl 1.15-17; Jo 1.1-4). O traço de personalidade que permanece havendo é a certeza de Deus está aí; a Bíblia diz que, de uma ou outra forma, todo mundotem consciência do Deus verdadeiro, ainda que muitos a reprimam (cf. Rm 2.14-15).

(ii) Há uma crise de identidade psicológica em que racionalidade e irracionalidade geridas pela vontade decaída, equilibram-se e desequilibram-se em um turbilhão emocional (Rm 1.21-22; cf. 7.13-20).

(iii) Há uma dissociação da identidade humana com a natureza criada, que faz o homem não se diferenciar do mundo material e animal. Conquanto todos tenhamos certeza de não sermos deuses, ainda assim, tentamos assumir o papel. Na verdade, a própria tentativa – de controlar o mundo e as pessoas, de desejar justiça ou de reconhecer a injustiça, e de querer redimir o que está errado – é uma admissão do conhecimento de Deus. E é também uma admissão do pecado humano; pelo menos, de não querer reconhecer o Criador e Redentor de todas as coisas (Rm 8.22).

(iv) Há uma crise de identidade sexual (Rm 1.24-32). Negando o Criador, a criatura perde as dimensões de individualidade e coletividade, de igualdade e pluralidade, e de propósito e finalidade. Assim é que pares sem ovários e leite e pares sem testículos e sêmen pretendem uma vida sexual (lat., seco, “divisão da raça”) e muitos anseiam filhos.

(v) Há a convicção do testemunho de Deus, em Cristo e pelo seu Espírito, que ilumina a todo homem, externa e internamente, sobre a verdade e sobre o pecado (Jo 1.9-11; 16.7-11).

Certamente, este último item vem prenhe de esperança. Paulo mesmo disse que todos nós caímos em um ou outro pecado e, assim somos réus de todos eles (Rm 3.10). Em outro lugar, ele disse que não deveríamos nos enganar, pois nenhum impuro, idólatra, adúltero, efeminado ou homossexual, ladrão, avarento, bêbado, maldizente ou caluniador, ou corrupto apreenderia o código de fé e justiça do reino dos céus: Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1Co 6.8-11). De um lado, Deus não discrimina um grupo como o de homossexuais, mas a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos(Rm 11.32; cf. 2.11); de outro, sua Palavra não esconde os resultados da injustiça e dos desvios da fé. Sobretudo, ela diz:

Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão [Jesus Cristo] que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos (At 17.30-31).

Wadislau Martins Gomes

terça-feira, 26 de abril de 2011

Salvação Infantil






Há evidência bíblica de que alguns infantes são salvos. Por exemplo, Davi disse que iria ao encontro de seu filho morto, mas que este não retornaria a ele. João Batista ficou cheio do Espírito no ventre de sua mãe. Contudo, não há nenhuma base bíblica de que todos que morrem como infantes irão para o céu. É, de fato, algo possível, visto que a Bíblia não traz nenhum exemplo de algum infante indo para o inferno. Mas afirmar que todos serão salvos não passa de possibilidade.


Qualquer infante que seja salvo deve sê-lo com base na eleição de Deus e expiação de Cristo. A Bíblia nega que haja alguma outra base para a salvação. Isso significa que Deus pode criar algumas pessoas que morrem como infantes, mas são salvas, e Cristo morreu por elas ao ser crucificado. O fato de que são pequenos demais para ter consciência do pecado pode significar que nenhuma fé se exige dos infantes. Sua mente não alcançou o estado no qual a crença deliberada na doutrina e o arrependimento da impiedade são significativos. Contudo, isto não significa que todos os que não podem exercer fé consciente são salvos.


Alguns cristãos ficam incomodados quando lhes dizemos que alguns não precisariam exercer fé consciente; mas todos assumimos que o filho de Davi e João Batista não exerceram fé consciente ao serem salvos. Há uma forma coerente de explicar isso sem comprometer o Evangelho. Lembre-se de que, mesmo quando falamos de salvação pela fé, não estamos de fato nos referindo à fé como tal, mas a Jesus Cristo. A fé em si não salva ― só Cristo salva. Se alguém é salvo, isto se dá por Jesus Cristo.


Dessa forma, ao afirmar que os infantes poderiam ser salvos à parte da fé, mas não à parte de Cristo, o Evangelho não é comprometido. Cristo salva adultos em conjunção com uma fé consciente; mas Cristo salva alguns infantes ― pelo menos dois! ― à parte de uma fé consciente. Não sou salvo por causa da fé, mas por causa de Cristo. Minha fé é uma manifestação da salvação, eleição e regeneração. Ela não é a causa da salvação, mas o efeito da salvação. Esperaríamos de uma pessoa que recebeu a salvação como infante, e não morreu, que manifestasse essa fé ao crescer e estivesse ciente do que é certo e errado, do pecado e do arrependimento, e assim por diante. É o que aconteceu com João Batista. Talvez o mesmo se aplique aos mentalmente retardados, ainda que, aparentemente, não haja qualquer evidência bíblica para dizer que alguns mentalmente retardados são salvos, pois não há exemplos equivalentes na Escritura. Sua salvação é apenas uma possibilidade. Também é possível que todos os mentalmente retardados sejam condenados. Neste caso seria um equívoco alegar que eles são punidos por serem mentalmente retardados; antes, com base na doutrina da reprovação, eles teriam sido criados como indivíduos condenados, em primeiro lugar. O ponto é que não há nenhum problema teológico.


Isso não se aplica aos infantes, adolescentes e adultos mentalmente cientes que jamais ouviram o evangelho ― todos irão para o inferno, sem dúvida (Incluo infantes porque, embora nos refiramos a infantes que poderiam ser salvos à parte da fé, muitos se tornam bem conscientes em uma idade muito tenra, talvez ao completarem dois, três, ou quatro anos de idade). A Bíblia é clara sobre isso. Há aqueles que tentam dizer que alguns adultos podem ser salvos à parte da fé. Isso é heresia. Quem afirma isso deveria ser excomungado. Devemos lidar com essas pessoas da maneira mais dura possível, pois todo o Evangelho e toda a obra da pregação ficam

comprometidos.


A posição popular que todos os infantes são salvos é pensamento positivo, e persiste como uma tradição religiosa infundada. Aqueles que afirmam a doutrina da eleição jamais conseguiram demonstrar que todos os que morrem na infância são eleitos. Seus argumentos são forçados e falaciosos. E, àqueles que rejeitam a doutrina da eleição, falta até mesmo isso para construir uma doutrina de salvação infantil. A forma de confortar pais em luto não é mentir , mas instruí-los a confiar em Deus. Não importa o que Deus decide, será sempre algo bom e correto. Esta verdade pode ser dura em razão da dor e fraqueza naquele momento, mas se, no fim das contas, os pais não conseguem aceitar isso, eles estão indo para o inferno e precisam se tornar cristãos.


Quanto à razão de a Bíblia não citar quem são exatamente os salvos e quem pode ser salvo à parte da fé, se é que alguém pode sê-lo, o interesse bíblico está em, aparentemente, se focar naqueles que precisam de fé consciente para serem salvos. Em outras palavras, todos aqueles que podem entender o Evangelho devem crer nele para ser salvos. Isto inclui todo infante, adolescente e adulto inteligente, em todas as partes da terra ― tenha ele acesso ou não ao Evangelho. Se alguém morre sem ouvir o Evangelho, isto significa que Deus decretou sua condenação de antemão. Ainda que essa pessoa venha a queimar no inferno, as punições por ela recebidas serão provavelmente menos extremas que as punições sobre a pessoa que ouviu e rejeitou o Evangelho, pois a Bíblia ensina que aqueles que conhecem o Evangelho, mas não lhe obedecem, sofrerão mais. O destino daqueles que não podem entender o evangelho ― fetos, infantes muito novos, pessoas mentalmente retardadas e assim por diante ― está nas mãos de Deus, e aprouve a Deus não dizer-nos o que fará com essas pessoas. Antes, devemos nos concentrar em nossas próprias vidas, examinarmo-nos para ver se estamos na fé, e confiar o resto a Deus.

Fonte: http://ww w.vincentcheung.com/ Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto – abril/2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

É Bom que o Homem Não Toque em Mulher (I Cor. 7:1)

Uma abordagem em I Coríntios 7. Apreciarei seu comentário sobre o tema em:



É Bom que o Homem Não Toque em Mulher (I Cor. 7:1)http://www.bibliacomisso.blogspot.com


Esse é o texto que eu estava devendo para vocês! Pois bem. Tentarei discorrer em todo capítulo em poucas palavras. Ajudará na sua compreensão se você estiver com a Bíblia aberta ao seu lado em I Coríntios 7.

Paulo começa o texto respondendo algumas perguntas que lhe foram feitas por carta dos Coríntios para ele (v. 1), e afirma então que é bom que o homem não toque em mulher. Não sabemos quais foram as perguntas dos Coríntios a Paulo, mas sabemos que haveria um problema hermenêutico muito sério se Paulo estivesse falando sob qualquer situação, pois Deus disse antes mesmo da queda que não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18); mas graças a Deus o próprio Paulo se explica dizendo que havia algo específico na sua mente para ele declarar aquilo: por causa da angustiosa situação presente(Note o contexto em Vv. 25-29). Tratava-se de um momento específico e único na história.

Que momento era esse? Precisamos entender que Paulo tem em mente o sermão profético de Jesus ao escrever essa carta. Quando Jesus declara ali: ai das grávidas e das que amamentam naqueles dias (Mateus 24:19) na espera do cerco e conseqüente destruição de Jerusalém, Paulo entende corretamente que as perseguições daqueles dias seriam sentidas mesmo bem distante da cidade, como, no caso, Corinto. Então as palavras de Paulo eram de preservação para a possível fuga que aconteceria naquele tempo, ou naquela geração (Mateus 24:34; note ainda em I Co. 7 os versos 28, 36,37).

Mesmo assim, ele deixa claro que aquele não é um mandamento, mas uma sugestão (veja os versos 9, 25, 28, 36, 40), mostrando que não haveria nenhuma contradição. Os versos 2 a 9 ensinam isso de uma maneira muito especial, afirmando, inclusive, que o casal casado deveria praticar muito sexo para que Satanás não tente por causa da incontinência (v. 5).

Nos versos seguintes (10 a 24) precisamos entender bem o contexto da Igreja de Corinto. Como uma Igreja recém plantada por Paulo, muitos homens e mulheres de Corinto foram convertidos ao Senhor sendo já casados. É desses casos que Paulo está tratando aqui. Mas vejam que argumentos sérios ele trás.

Paulo ensina em vários lugares (e Jesus também) que o casamento é indissolúvel (Mateus 19:6, Romanos 7:2), e é isso que ele afirma aqui nos versos 10 e 11: A mulher não se separe do marido... e que o marido não se aparte da mulher. Mas note também que existe uma coisa tão séria que pode haver a possibilidade de separação, mas não de novo casamento: (se porém vier a separar-se, que não se case ou se reconcilie com o seu marido).

Mas o que poderia ser tão grave que algo indissolúvel poderia ser quebrado? A desigualdade do jugo entre o casal! Não é demais repetir que essa desigualdade veio pela porta da conversão e não do casamento. Mas como o casamento é uma coisa séria, indissolúvel e santa, mesmo no jugo desigual, ainda se deve tentar manter o casamento (Vv. 12-14), mas se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã(V. 15).

Por um lado vemos a gravidade do jugo desigual (ele aprofunda ainda mais esse assunto em II Coríntios 6:14-7:1) a tal ponto de ser outro assunto, além da relação sexual ilícita (Mateus 19:9) que permite o divórcio.

Por outro lado, Paulo mostra a gravidade ainda maior do casamento, pois mesmo quando se divorcia ou aparta por causa do jugo desigual, o crente terá que viver sem relacionamento, nem mesmo no Senhor, a não ser na morte da outra parte.

Veja se não é isso que ensina o V. 39: A mulher está ligada enquanto vive o marido (mesmo depois do divórcio permitido) contudo, morrendo o marido fica livre para casar com quem quiser, (e como se trata de um crente agora) mas somente no Senhor. (Cf. Romanos 7:2-4).

Irmãos(ãs) e filhos(as), saibam que esse assunto é muito duro e que é preciso muito amor para falar abertamente sobre ele, pois a maioria tentará correr atrás de subterfúgios para se esconder da verdade. Isso não é de hoje. Quando os discípulos ouviam Jesus falando sobre esses assuntos, eles disparavam: se essa é a condição do homem em relação à sua mulher, não convém casar (Mateus 19:10).

Mas Jesus ama o casamento. Ele começou a história da humanidade afirmando não ser bom para um homem estar só. Ele termina a Revelação numa linda festa de casamento entre ele e sua amada Igreja. Ele inicia seus milagres numa festa de casamento. Ele retrata seu relacionamento com a Igreja dessa forma. Sua Palavra afirma que digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula (Hebreus 13:4). Sendo assim, continua a minha luta para que os jovens e adolescentes dessa geração aprendam com os erros de seus pais para cometerem os mesmos.

No amor do Senhor,

Pr. Samuel Vitalino

domingo, 10 de abril de 2011

como jesus era fisicamente?

Talvez você já tenha parado por algum momento para fazer a si mesmo esta pergunta: - como Jesus realmente era fisicamente? Será que era alto ou baixo? Branco ou preto? Caso nunca tenha passado por sua mente está dúvida, pela minha confesso, que várias vezes passou. É verdade que a bíblia não nos informa nada de forma bastante clara à respeito deste assunto. Durante as datas religiosas comemorativas é que ficamos um pouco confusos com relação a verdadeira face de Cristo.


Principalmente na páscoa, a mídia nos mostra um jesus loiro,de olhos azuis claros, de cor branca, aparência delicada, suave. Mas em modelo podemos sugerir como base para identificarmos a verdadeira aparência de Cristo? Existe alguns documentos históricos que foram descritos por políticos e historiadores do primeiro século que relata a aparência física de Cristo de uma forma bastante parcial e sem muitos detalhes.


Entres os escritores mais importantes estão Públio Lêntulo, Pôncio Pilatos e Cornélio Tácito que deixaram registros sobre a presença de Cristo na Galiléia. O historiador Titus Livius viveu no tempo de Lêntulo e de Pilatos e deixou registros sobre seus atos.não temos como provar se esses documentos históricos descrevem com veracidade a imagem decristo, mas para aqueles que desejam como eu saciar a curiosidade e vaidade intelectual, analisaremos estes documentos históricos.


A Epístola de Publius Lentullus (Públio Lêntulo) ao Senado


Esta descrição foi retirada de um manuscrito da biblioteca de Lord Kelly, anteriormente copiada de uma carta original de Públio Lêntulo em Roma. Era costume dos governadores romanos relatar ao Senado e ao povo coisas que ocorriam em suas respectivas províncias no tempo do imperador Tiberio César. Públio Lêntulo, que governou a Judéia antes de Pôncio Pilatos, escreveu a seguinte epístola ao Senado relativo ao Nazareno chamado Yeshua (Jesus), no princípio das pregações:


"Apareceu nestes nossos dias um homem, da nação Judia, de grande virtude, chamado Yeshua, que ainda vive entre nós, que pelos Gentios é aceito como um profeta de verdade,mas os seus próprios discípulos chamam-lhe o Filho de Deus - Ele ressuscita o morto e cura toda a sorte de doenças. Um homem de estatura um pouco alta, e gracioso, com semblante muito reverente, e os que o vêem podem amá-lo e temê-lo; seu cabelo é castanho, cheio, liso até as orelhas, ondulado até os ombros onde é mais claro.


No meio da cabeça os cabelos são divididos, conforme o costume dos Nazarenos. A testa é lisa e delicada; a face sem manchas ou rugas, e avermelhada; o nariz e a boca não podem ser repreendidos; a barba é espessa, da cor dos cabelos, não muito longa, mas bifurcada; a aparência é inocente e madura; seus olhos são acinzentados, claros, e espertos -reprovando a hipocrisia, ele é terrível; admoestando, é cortês e justo; conversando é agradável, com seriedade. Não se pode lembrar de alguém tê-lo visto rir, mas muitos o viram lamentar.


A proporção do corpo é mais que excelente; suas mãos e braços são delicados ao ver. Falando, é muito temperado, modesto, e sábio. Um homem, pela sua beleza singular, ultrapassa os filhos dos homens".


Este é um reimpresso de uma carta de Pôncio Pilatos para Tibério César que descreve a aparência física de Jesus. As cópias estão na Biblioteca Congressional em Washington,D.C. É bem provável que tenha sido escrita nos dias que antecederam a crucificação.


PARA TIBÉRIO CÉSAR:


Um jovem homem apareceu na Galiléia que prega com humilde unção, uma nova lei no nome do Deus que o teria enviado. No princípio estava temendo que seu desígnio fosse incitar as pessoas contra os romanos, mas meus temores foram logo dispersados. Jesus de Nazaré falava mais como um amigo dos romanos do que dos judeus. Um dia observava no meio de um grupo um homem jovem que estava encostado numa árvore, para onde calmamente se dirigia a multidão. Me falaram que era Jesus.


Este eu pude facilmente ter identificado tão grande era a diferença entre ele e os que estavam lhe escutando. Os seus cabelos e barba de cor dourada davam a sua aparência um aspecto celestial. Ele aparentava aproximadamente 30 anos de idade. Nunca havia visto um semblante mais doce ou mais sereno. Que contraste entre ele e seus portadores com as barbas pretas e cútis morenas! Pouco disposto a lhe interromper com a minha presença, continuei meu passeio mas fiz sinal ao meu secretário para se juntar ao grupo e escutar.


Depois, meu secretário informou nunca ter visto nos trabalhos de todos os filósofos qualquer coisa comparada aos ensinos de Jesus. Ele me contou que Jesus não era nem sedicioso nem rebelde, assim nós lhe estendemos a nossa proteção. Ele era livre para agir, falar, ajuntar e enviar as pessoas. Esta liberdade ilimitada irritou os judeus, não o pobre mas o rico e poderoso.Depois, escrevi a Jesus lhe pedindo uma entrevista no Praetorium. Ele veio. Quando o Nazareno apareceu eu estava em meu passeio matutino e ao deparar com ele meus pés pareciam estar presos por uma mão de ferro no pavimento de mármore e tremi em cada membro como um réu culpado, entretanto ele estava tranqüilo.


Durante algum tempo permaneci admirando este homem extraordinário. Não havia nada nele que fosse rejeitável, nem no seu caráter, contudo eu sentia temor na sua presença. Eu lhe falei que havia uma simplicidade magnética sobre si e que a sua personalidade o elevava bem acima dos filósofos e professores dos seus dias.


Agora, ó nobre soberano, estes são os fatos relativos a Jesus de Nazaré e eu levei tempo para lhe escrever em detalhes estes assuntos. Eu digo que tal homem que podia converter água em vinho, transformar morte em vida, doença em saúde; tranqüilizar os mares tempestuosos, não é culpado de qualquer ofensa criminal e como outros têm dito, nós temos que concordar - verdadeiramente este é o filho de Deus. Seu criado mais obediente, Pôncio Pilatos


O Volume Archko


Outra descrição de Jesus foi encontrada em "O Volume Archko" que contém documentos de tribunais oficiais dos dias de Jesus. Esta informação confirma que Ele veio de segmentos raciais que tiveram olhos azuis e cabelos dourados (castanhos claros). No capítulo intitulado "A Entrevista de Gamaliel" está declarado relativo ao aparecimento de Jesus (Yeshua):


"Eu lhe pedi que descrevesse esta pessoa para mim, de forma que pudesse reconhece-lo e encontrasse. Ele disse: 'Se você o encontrar [Yeshua] você o reconhecerá. Enquanto ele for nada mais que um homem, há algo sobre ele que o distingue de qualquer outro homem. Ele é a "cara da sua mãe", só não tem a face lisa e redonda. O seu cabelo é um pouco mais dourado que o seu, entretanto é mais queimado de sol do que qualquer outra coisa. Ele é alto, e os ombros são um pouco inclinados; o semblante é magro e de uma aparência morena, por causa da exposição ao sol. Os olhos são grandes e suavemente azuis, e bastante lerdos e concentrados....'. Este judeu [Nazareno] está convencido ser o messias do mundo. [...] esta é a mesma pessoa que nasceu da virgem em Belém há uns vinte e seis anos atrás..."


O Volume de Archko, traduzido pelos Drs. McIntosh e Twyman do Antiquário Lodge, em Genoa, Itália, a partir dos manuscritos em Constantinopla e dos registros do Sumário do Senado levado do Vaticano em Roma (1896) 92-93


Flavio Josefo, historiador judeu, em "Antiguidades dos Judeus"


Esta é uma citação de Flavio Josefo, em suas escritas históricas do primeiro século intituladas, "Antiguidades dos Judeus" Livro 18, Capítulo 2, seção 3:


um homem; porque ele era um feitor de trabalhos maravilhosos, professor de tais homens que recebem a verdade com prazer. Ele atraiu para si ambos, muitos judeus e muitos Gentios. Ele era o Cristo. E quando Pilatos, à sugestão dos principais homens entre nós, o tinha condenado à cruz, esses que o amaram primeiramente não o abandonaram; pois ele lhes apareceu vivo novamente no terceiro dia, como os profetas divinos tinham predito estas e dez mil outras coisas maravilhosas relativas a ele. E a tribo de cristãos, assim denominada por ele, não está extinta neste dia".


Cornélio Tácito, historiador romano


Cornélio Tácito foi um historiador romano que viveu entre aproximadamente 56 e 120 DC. acredita-se que tenha nascido na França ou Gália numa família aristocrática provinciana. Ele se tornou senador, um cônsul, e eventualmente o governador da Ásia. Tácito escreveu pelo menos quatro tratados históricos. Por volta de 115 DC, publicou Anais nos quais declara explicitamente que Nero perseguiu os cristãos para chamar atenção para longe de si do incêndio de Roma em 64 DC. Naquele contexto, ele menciona Cristo que foi pôsto a morte por Pôncio Pilatos: Christus: Anais 15.44.2-8


"Nero fixou a culpa e infligiu as torturas mais primorosas em uma classe odiada para as suas abominações, chamados pela plebe de cristãos. Cristo, de quem o nome teve sua origem, sofreu a máxima penalidade durante o reinado de Tibério às mãos de um de nossos procuradores, Pôncio Pilatos, e uma superstição mais danosa, assim conferidas para o momento, novamente falida não só na Judéia, a primeira fonte do mal, mas até mesmo em Roma..."

quarta-feira, 23 de março de 2011

Como podemos saber se uma guerra é justa?


A pouco tempo estive no Congresso Internacional de Religião, Teologia e Igreja, que teve como palestrante o Dr. Wayne Grudem. O tema foi Política e Teologia e os vídeos do congresso já estão disponíveis no link: http://www.mackenzie.br/congresso_religiao2011_videos.html

O Dr. Grudem publicou ano passado um livro sobre Política e a Bíblia e usou o livro nas palestras que proferiu, infelizmente ainda não foi traduzido para o português, mas faço aqui uma simples demonstração de uma parte do livro, espero que apreciem:

[1]É claro que há guerras erradas, tais como as guerras motivadas meramente por conquistas e saques. Como podemos dizer se uma guerra é certa ou errada? Durante séculos de discussão ética relativa às questões de guerra, um ponto de vista comum foi desenvolvido com muita influência dos eruditos cristãos, a tradição da “guerra justa”. Este ponto de vista argumenta que uma guerra é moralmente certa (ou “justa) quando ela atende a certos critérios. Ele também argumenta que há certas restrições morais no modo como a guerra pode ser conduzida.
Parece a mim que esta tradição de “guerra justa”, em geral, é consistente com o ensino bíblico sobre a necessidade das nações se auto-defenderem contra suas inimigas. Aqui está um sumário recente e útil dos critérios para uma guerra justa, junto com referências bíblicas que suportam estes critérios. Eu penso que estes critérios, em geral, são consistentes com estes ensinos bíblicos:

Ao longo do tempo, a guerra justa tem desenvolvido um conjunto comum de critérios que podem ser usados para decidir se ir para guerra em uma específica situação é certo. Isto inclui o seguinte: (1) justas causas (é a razão para ir a guerra causa moralmente certa, tal como a defesa de uma nação? cf. Ap 19.11); (2) autoridade competente (a guerra não foi declarada simplesmente por um renegado grupo dentro de uma nação, mas por um reconhecido, autoridade competente dentro da nação? cf. Rm 13. 1); (3) justiça comparativa (deve estar claro que a ação do inimigo é moralmente errado, e os motivos e ações da nação que está indo para guerra, em comparação, é moralmente certa; cf. Rm 13.3); (4) intenção certa (o propósito de ir a guerra para proteger a justiça e retidão é mais do que simplesmente roubar, saquear e destruir outra nação? cf. Pv 21.2); (5) último recurso (todo os outros meios razoáveis de resolver o conflito foram exauridos? cf. Mt 5.9; Rm 12.8); (6) probabilidade de sucesso (há expectativa razoável para que a guerra possa ser vencida? cf. Lc 14.31); (7) proporcionalidade de resultados projetados (os bons resultados que virão de uma vitória são significantemente maiores do que os danos e perdas que inevitavelmente virão com o prosseguimento da guerra? cf. Rm 12.21 com 13.4); e (8) espírito reto (a guerra foi empreendida com grande relutância e pesar nos danos que virão mais do que simplesmente o “prazer na guerra”, no Sl 68.30?).
Em adição a esses critérios para decisão se uma específica guerra é “justa”, defensores da teoria da guerra justa têm também desenvolvido algumas restrições morais em como uma guerra justa deve ser lutada. Essas incluem o que segue: (1) proporcionalidade no uso da força (não podem ser causadas maiores destruições do que a necessária para vencer a guerra; cf. Dt 20.10-12); (2) discriminação entre combatentes e não combatentes (na medida em que é viável a busca de sucesso de uma guerra, o cuidado adequado está sendo tomado para prevenir danos para os não combatentes? cf. Dt 20.13-14,19-20); (3) suspensão dos meios maus (capturado e derrotado inimigos serão tratados com justiça e compaixão, e os próprios soldados sendo tratados justamente no cativeiro? cf. Sl 34.14); e (4) boa fé (há um genuíno desejo para a restauração da paz e eventualmente vida em harmonia com o ataque da nação? cf. Mt 5.43-44; Rm 12.18)[2]

Ronaldo Barboza de Vasconcelos


[1] GRUDEM, Wayne. Politics-According to the Bible: a comprehensive resource for understanding modern political issues in light of scripture. Grand Rapids: Zondervan, 2010, p. 389-390.
[2] “War”, in ESV Study Bible, p. 2555.

terça-feira, 22 de março de 2011

Livros Não Mudam Pessoas

John Piper

Livros não mudam pessoas; parágrafos, sim. Às vezes, até sentenças. Ainda recordo uma tarde, no outono de 1968, quando estive em uma livraria na Avenida Colorado, em Pasadena, e li a primeira página de The Weight of Glory (O Peso de Glória), escrito por C. S.Lewis. Ainda que eu não tivesse lido outra página, minha vida teria sido mudada para

sempre. Talvez possa resumir o que li em duas sentenças: “Somos criaturas indiferentes,que brincam com bebidas, sexo e ambição, enquanto o gozo infinito é-nos oferecido; como,uma criança ignorante que deseja continuar brincando na lama em uma favela, porque não,imagina o que significa o oferecimento de um feriado na praia. Satisfazemo-nos com coisas

pequenas demais”.1 Quase trinta anos depois,2 ainda sinto o arrepio daquela descoberta e o,ímpeto de luz que me atingiu. Nada mais seria o mesmo. Apenas um parágrafo, e a obramdecisiva foi realizada.

Isso não é algo novo. Dezesseis séculos atrás, em agosto de 386, Agostinho estava em aflição espiritual. Em um jardim de Milão (Itália), ele se lançou ao chão, debaixo de uma figueira, e deu lugar às lágrimas, que jorravam de seus olhos: “Arranquei cabelos e bati na

cabeça com os punhos. Fechei os dedos e abracei os joelhos”. Em seguida, ele ouviu “a voz,melódica de um menino ou menina, não tenho certeza, que repetia em refrão: ‘Pega-o e lê;,pega-o e lê’”. Agostinho aceitou isso como “uma ordem divina para abrir meu livro das

Escrituras e ler a primeira passagem em que caísse o meu olhar”. Ele abriu e leu: “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgia e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus e

nada disponhas para a carne no tocante às suas concupiscências”. Com duas sentenças, toda a aflição foi desfeita. “Não tive qualquer desejo de ler mais, nem precisava fazê-lo. Pois, em um instante, quando cheguei ao final da sentença, aconteceu como se a luz da confiança inundasse meu coração, e todas as trevas de dúvidas foram removidas”.3

Quanto a Lutero, sua vida foi tocada por intermédio de outra das grandes sentenças do apóstolo Paulo – Romanos 1:16-17. Na vida de Jonathan Edwards, foi 1 Timóteo 1:17.

Para John Wesley foi o prefácio do comentário livro A Epístola aos Romanos, escrito por Lutero. E poderíamos acrescentar outros nomes à lista. A verdade é que a leitura de muitos livros pode ser semelhante a ajuntar pedaços de madeira, mas as chamas brilham de uma única sentença. A marca é deixada na mente não pela queima de muitas páginas, e sim pelo calor de uma sentença aquecida por Deus.

Minha oração é que Deus se agrade em tornar as breves leituras deste livro e queimar uma sentença ou um parágrafo em sua mente. As meditações têm apenas duas ou três páginas de extensão. Não estão arranjadas em ordem de assuntos. O que as mantém

unidas é uma busca por experimentarmos a supremacia de Deus em toda a vida. O meu alvo é despertar e nutrir essa fome.

Fonte: Prefácio do excelente livro Uma Vida Voltada para Deus, John Piper, Editora Fiel, pg. 11-2. 1 Lewis, C. S. The Weight of Glory. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans Publishing Co., p. 1-2. 2 Piper está escrevendo isso em 1997. (Nota do Monergismo) 3 Augustine’s Confessions, Book VIII. In: Brown, Peter. Augustine of Hippo: a biography. Berkeley,

Calif.: University of California Press, 1967. p. 108-1098.