terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Canção Infantil para o Natal de Cristo por Martinho Lutero



Este hino de Martinho Lutero foi publicado pela primeira vez em 1535. A causa da composição são os próprios filhos do reformador. Na realidade, trata-se de peça natalina. Ante o altar, apresentavam-se Maria, José, anjos e pastores, cercando a manjedoura. No hino, Lutero dramatiza o Evangelho de Natal. As estrofes 1-5 são cantadas pelo anjo; todos respondem com a estrofe 6. Então, as crianças se aproximam da manjedoura e cada uma delas canta uma estrofe. Para tanto são usadas as estrofes 7 a 12. A estrofe 13 é cantada por todos, em conjunto. A estrofe 14 está a indicar que, para finalizar, todos se davam as mãos e dançavam ao redor da manjedoura.

O hino encontra-se em Hinos para o Povo de Deus, nº 15 e no Hinário Luterano, nº 26.


1 – Eu venho a vós dos altos céus, Trazendo anúncio bom de Deus;


Da boa nova hei de cantar, Quero exaltar e jubilar.


2 – Menino lindo vos nasceu, Maria foi que à luz o deu;


É tão pequeno, terno e bom! Cantai louvor em claro tom!


3 – É Cristo, Deus, nosso Senhor, Liberta-vos de toda dor;


Vem mesmo para vos salvar E do pecado vos livrar.


4 – Felicidade singular O Pai vos soube preparar:


No Reino podereis entrar, Conosco sempre lá morar.


5 – Atentem! este é o sinal: No cocho, em fraldas, muito mal


Deitado está o que mantém O céu e a terra, e os sustém.


6 – Ó vinde todos jubilar, Com os pastores adorar


Olhai o que Deus Pai nos deu O bem-amado Filho seu.


7 – Vem, olha bem: que vês ali Nesta lapinha pobre aqui?


O menininho, quem será? É o Jesusinho que Deus dá!


8 – Ó sê bem-vindo, meu Senhor! Não desprezaste o pecador!


Tu vens comigo aqui sofrer – Como te posso agradecer?


9 – Ó Deus, de tudo o Criador, Como te humilhas, meu Senhor


Que em palha vieste te deitar P'ra vaca e burro alimentar.


10 – Se o mundo fosse bem maior, De prata e ouro – que esplendor!


Lugar não ia oferecer P'ra de bercinho te servir.


11 – O teu veludo e sedas são Fraldinhas, palha em duro chão.


São tua pompa, o reino teu, Como se fosse o próprio céu.


12 – Isso fizeste, Rei sem par,Para a verdade nos mostrar


Que toda glória, bens, poder Perante ti não têm valor.


13 – Amado Jesusinho meu, Vem tu fazer o berço teu


Bem fofo no meu coração, Jamais te esquecerei então.


14 – Alegre sempre eu estarei, Feliz, dançando, exaltarei.


De coração te vou cantar Suave canto de ninar.


15 – Louvor e glória ao Pai no céu, Que o Filho amado ao mundo deu!


Os anjos jubilando estão, Nos cantam ano novo e bom.


sábado, 11 de dezembro de 2010

Dica de leitura para esse dia de natal





Sermões Natalinos


Durante seu longo ministério na Capela de Westminster, o Dr. Martyn Lloyd-Jones fez uso da época do Natal para pregar alguns notáveis sermões sobre o Advento. Em suas palavras, “aproveitamos esta oportunidade para lembrar-nos da vinda do nosso bendito Senhor a este mundo”.

Nestes quatro sermões sobre o Magnificat, o Dr. Lloyd-Jones traz à nossa presença a alegre maravilha da encarnação do Filho de Deus. Ele insiste em que a nossa resposta ao dom de Deus seja de encantamento, adoração e ação de graças.

Estes sermões são ideais para incentivar a meditação no real sentido do Natal.

O Dr. D. Martyn Lloyd-Jones foi por muitos anos ministro da Capela de Westminster, Londres, até sua aposentadoria, em 1968. Ele morreu no dia primeiro de março de 1981.

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miguel silva

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Os Cristãos Devem Celebrar o Natal?




As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.

Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).

De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.

Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.

O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).

Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.

Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle.

auto:John MacArthur

Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

AS SACERDOTISAS DA DEUSA ASERÁ

As Escrituras proíbem que a mulher exerça autoridade eclesiástica na igreja e baseia-se na aliança da criação e não em aspectos sociais como querem alguns.
Muitos chegam a dizer que a mulher no mundo antigo não era sacerdotisa por causa de alguma espécie de machismo. pouca cultura.
Entretanto, será que isto corresponde com a verdade?
Será que havia sacerdotisas nas religiões do mundo antigo?
Se havia, por que em Israel não havia?Só existindo em momentos de apostasia (As sacerdotisas de Aserá?) Que os apostatas diziam ser a mulher de Yahweh
Leia este texto
Rev. Jaziel

"HIERODULAE"

“AS PROSTITUTAS SAGRADAS”

O termo de “prostituta sagrada” é na sua acepção atual incorreto para o contexto da época.
Antes do cristianismo lhe dar essa conotação pejorativa, durante milênios tanto o Culto da Deusa Mãe como a sexualidade da mulher eram considerados sagrados e a liberdade do seu corpo igualmente enaltecida pelo amor, como forma de dádiva e iniciação amorosa.

O termo de que deriva hierodulae queria exatamente significar o contrário dessa acepção de hoje e significava Mulher Sagrada, porque estas mulheres eram dedicadas ao culto da Deusa e desse modo eram as Iniciadoras do Amor ao mais alto nível e não a meretriz dos nossos dias a que associamos a prostituta.

Conforme passo a citar:

“O termo escolhido pelos modernos tradutores, é aplicado à hierodulae, ou “mulher sagrada” do templo da Deusa, que desempenhava um papel importante no dia a dia do mundo antigo.

As sacerdotisas da Deusa e os seus importantes encontros ocorreram até o período Neolítico (7000-3.500 A.C.), tempos em que a Deusa era honrada e amada, e o feminino era considerado sagrado em todas as regiões conhecidas hoje como a Europa e o Médio Oriente.

No mundo antigo, a sexualidade era considerada sagrada, uma dádiva especial da Deusa do amor, e as sacerdotisas que oficiavam nos templos da Deusa do amor do Oriente Médio eram consideradas sagradas pelos cidadãos dos impérios grego e romano.
Conhecidas como “mulheres consagradas”, eram tidas em grande estima como invocadoras do amor, do êxtase e da fertilidade da Deusa.

Em alguns períodos da História Judaica, até faziam parte da adoração ritual no Templo de Jerusalém, se bem que alguns dos profetas de Iavé deplorassem a influência da Grande Deusa, localmente chamada de “Ashera”.”

Fonte: Maria Madalena e o Santo Graal
De MARGARET STARBIRD

Postado por Anderson Queiroz


sábado, 27 de novembro de 2010

Tribo evangélica



Minha preocupação é chamar a atenção para uma das grandes tragédias da cristandade contemporânea, que é especialmente visível no meio de todos nós que somos chamados (e, na verdade, é como nós nos chamamos) de cristãos evangélicos. Numa única palavra, essa tragédia chama-se “Divisões”. Essa palavra tornou-se tão comum em nosso meio que já faz parte de nosso cotidiano.

Quando se abre uma paróquia coloca-se em pauta as divisões futura que virão a ocorre em nosso meio. Mais eu usarei a palavra (tribos evangélicas) neste texto. Ela tem mais a ver com o assunto que tratarei, e talvez chame mais a atenção dos leitores da pena afiada.

Hoje em dia as pessoas falam nas múltiplas “tribos do evangélicalismo”- e ainda fazem questão de acrescentar a palavra “evangélico” como uma qualificação especifica. As tribos são bastante amplas: conservadores, liberais, radicais, abertos, bitolados, reformados, carismáticos, pentecostais, neo-pentecotais, neo-prebiterianos, calvinistas, arminianos, neo-calvisnitas, místicos etc. Como se não bastasse inda foram capazes de criar os títulos, que são um anelo desses que criam as tribos. Como por exemplo: apóstolos patriarcas, pai – apóstolos (as), bispos (as), profetas, reverendos, pastoras etc. Notamos um grande “cardápio”. Esse fenômeno não é algo novo, sempre esteve presente na história do cristianismo.

Paulo em Corinto tratava dessa questão de formação de tribos dentro do seio da igreja: “Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo” (I Cor 1.12) Quando lemos a carta de Paulo à igreja de coríntio, notamos que Paulo está bastante preocupado com essa novidade que tinha surgido na igreja. A questão é que os próprios coríntios haviam criado tribos dentro da igreja e ainda relacionava essas tribos a pessoas específicas. As pessoas que tiveram seus nomes identificados com tais tribos (Paulo,Apolo, e Pedro) repudiavam a existência delas, pois traziam contendas. Na verdade, nenhum desses líderes foram a Corinto para estabelecer grupos, contudo, haviam incontáveis divisões dentro da igreja . Além dos conflitos geográficos e linguistas, disputas dentro da igreja sempre foi a causa de grandes preocupações dentro da cristandade. Segundo João Calvino: ”Onde divisões religiosas são bastante, não tarda a acontecer o que esta na mente das pessoas, e logo estoura em conflito real”.

Talvez ocorra uma confusão de não sabermos como devemos nos chamar, como a Bíblia nos denomina, que nome ela nos dá? Em Atos 11.26 diz: “E sucedeu que todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente; e em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.” É certo que se os autores dessas tribos tivessem aplicado esse versículo nas suas vidas, não existiriam os partidos, as divisões de ideias que vemos hoje na igreja de Cristo.

(Caso você queira sabe mais sobre unidade, leia meu outro texto sobre unidade e diversidade)

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Como Pensar em Coisas Espirituais



por John Owen


A mentalidade espiritual tem reais vantagens, ainda que achemos difícil alcançá-la. Desejo sugerir algumas coisas úteis. Por exemplo, precisamos estar seguros de que, quando pensarmos no céu, comecemos por fatos reais. As idéias de algumas pessoas não passam de pura imaginação!


Precisamos compreender que o céu é um lugar onde estaremos completamente livres de todas as inquietações. Lembremo-nos, porém, de que para os crentes isso não significa meramente estarem eles livres de doenças, da pobreza e de outros problemas semelhantes. O céu significa libertação de algo pior do que todos esses problemas — significa completa libertação do pecado e de todas as conseqüências do pecado. Não posso pensar em nada que seja mais animador do que considerar isso, pois freqüentemente os cristãos ficam decepcionados por verem que a pecaminosidade ainda os afeta. Um sinal da mentalidade espiritual se vê quando pensar na completa libertação do jugo do pecado nos traz prazer. Mesmo o cristão humilde, que sinceramente se entristece com o pecado, pode desfrutar o prazer de tais pensamentos.


Façamos um contraste dessa maneira de ver o céu com as idéias errôneas que muitos têm dele. Para eles, o céu é o lugar onde vão gozar plenamente as coisas terrenas que agora os atraem. Não há nada de espiritual acerca do céu deles. Um verdadeiro conceito do céu nunca entra nas imaginações deles! Outros sugerem que o céu é o lugar onde as nossas almas se sentem totalmente cativadas pela beleza e bondade do Ser divino. Isso é uma meia verdade, mas não é a verdade completa.


As Escrituras indicam que o maior prazer do céu é que os crentes verão a glória de Cristo e entenderão a sabedoria de tudo quanto Deus fez pela salvação da Igreja. Temos algum conhecimento destas coisas agora, pela fé, mas no céu a beleza delas será desfraldada inteiramente. A Bíblia nos ensina a esperar essa espécie de céu, e o Espírito Santo em nós atualmente nos está preparando para ele. Outras idéias do céu podem satisfazer tanto os piores como os melhores incrédulos, porquanto aqueles que nada sabem da graça de Deus na terra não apreciarão a glória de Cristo no além. Os que pensam espiritualmente não querem outro céu senão o que a graça de Deus os faz aguardar anelantemente!


Quando tivermos aprendido os fatos sobre o céu, devemos pensar freqüentemente neles e no que eles significam para nós. Dessa maneira poderemos ter uma mentalidade cada vez mais espiritual. “Todos nós, com cara descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18). Esses pensamentos são a prova de que realmente desejamos ter mentalidade espiritual, pois, “onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mateus 6:21). Será bom se nos submetermos a esses testes. Se falharmos neles, só pode ser por duas razões: ou somos ignorantes da verdade sobre o céu, ou não gostamos de pensar no céu porque não temos mentalidade espiritual. Não só devemos estar meditando nos reais fatos sobre o céu mas também devemos contrastá-los com os do lugar oposto, o inferno. Há pessoas que afirmam que tal lugar não existe. Outros temem que possa haver tal lugar, porém relutam em pensar nele. Mas eu escrevo para os crentes verdadeiros. Quanto mais estes pensam nas misérias eternas, mais animados se sentem a dar graças a Deus pela salvação que Ele lhes deu graciosamente em Cristo Jesus.


Desejo fazer mais dois comentários finais sobre o hábito de meditar nas coisas espirituais. Há ocasiões em que, por fraqueza ou cansaço, é muitíssimo difícil concentrar-nos em tais pensamentos. Permitam-me dizer-lhes que, se vocês não conseguem meditar, não parem de tentar fazê-lo! Voltem à tarefa uma e outra vez durante o dia. Lamentem-se cada vez que falharem. Busquem o consolo de passagens das Escrituras como a de Romanos 8:23-26.


Em segundo lugar, assegurem-se de não perder o progresso que tinha feito anteriormente quanto à meditação. Se vocês negligenciarem o hábito por qualquer tempo que seja, ele logo os abandonará de vez. E o que pior, vão contentar-se com outras coisas que não são coisas espirituais.


Fonte: Extraído de Pensando Espiritualmente, Editora PES, 2005. p. 31-34. Traduzido do original inglês Thinking Spiritually por Odayr Olivetti.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

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A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.
Para ampla divulgação.