quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Você tem todo o direito de discordar...
domingo, 14 de novembro de 2010
O que é “Responsabilidade”?

Embora muitos calvinistas não usem o termo livre-arbítrio, a crítica abaixo não se aplica somente a Carson, mas também a teólogos igualmente famosos como Joel Beeke, John Piper, James Boice e muitos outros. Eles afirmam, sem base bíblica ou filosófica, que responsabilidade pressupõe liberdade, e que por causa disso existe uma contradição entre a soberania divina e a responsabilidade humana.
Eu devo ter em minha biblioteca uns 50 livros que dizem respeito à suposta relação entre livre-arbítrio e responsabilidade, mas somente um deles faz algum esforço para questionar se há qualquer conexão lógica entre esses dois conceitos. No último capítulo do seu livro Religion, Reason and Revelation, Gordon Clark observa que ninguém jamais demonstrou que o conceito de responsabilidade é, de alguma forma, dependente de um estado anterior do livre-arbítrio. Esses dois termos aparecem frequentemente no mesmo contexto, e é frequentemente afirmado que “se nós não temos o livre-arbítrio, não podemos ser responsáveis por nossas ações”, mas ninguém se importa em provar isso.
Uma típica expressão erudita dessa afirmação é feita por D. A. Carson, em sua tese de doutorado, publicada como Divine Sovereignty and Human Responsibility (1981), um excelente estudo de como a literatura do período helenístico trata o problema. Carson conclui com uma explicação da descrição joanina de ambas, a soberania divina e a responsabilidade humana pelo pecado, observando que nenhuma tentativa é feita por João para produzir qualquer explicação especulativa de como as duas coisas operam juntas, de um modo diferente da literatura helenística na qual este assunto é tratado. Carson fica devidamente impressionado em como esses dois tópicos podem coexistir lado a lado por todo o Evangelho de João sem qualquer reconciliação filosófica. Não passou pela cabeça de Carson, contudo, que o próprio João não tivesse notado nenhuma tensão ou conflito pelo simples fato de não haver nenhum.
Uma chave para o fato de Carson estar sob a impressão de que a soberania de Deus não pode ser reconciliada com a responsabilidade humana pode ser encontrada no capítulo intitulado “Os Limites do Livre-Arbítrio”. Logo no começo, a primeira sentença reza: “Responsabilidade é a certeza ligada ao ‘livre-arbítrio’ de algum modo” (p.206). Mas, a despeito de uma discussão subsequente de vários tipos de calvinismo inconsistente, Carson em algum lugar mostra que sua suposição primeira é correta. Ele simplesmente junta a longa fila de calvinistas inconsistentes que assumem que o livre-arbítrio “em alguma medida” fortalece a realidade da responsabilidade. Mas em qual medida?
eu simplesmente repetirei aqui o desafio que Gordon Clark faz aos arminianos de escreverem uma prova de que a responsabilidade é, de algum modo, dependente ou que pode ser derivada do conceito deles de livre-arbítrio. Naturalmente, eles podem definir o livre-arbítrio de qualquer modo que vá ao encontro da necessidade teológica deles, mas os cristãos deveriam tirar suas premissas da Bíblia. Carson reconhece o livro de Gordon Clark, Biblical Predestination (1969), mas não menciona Religion, Reason and Revelation, onde o assunto de seu próprio capítulo final intitulado “The Formulation of the Tension” é discutido em detalhes. É simplesmente assumido que há uma tensão.Teria sido útil se Carson tivesse explicado por que a literatura helenista é tão corrompida pelas tentativas especulativas de reconciliar o conceito de responsabilidade com a soberania de Deus e, então, teria explorado por que a Bíblia não trata, de forma alguma, as duas coisas como estando em tensão ou conflito. Talvez ele simplesmente tenha decidido não incluir essas questões adicionais no escopo do estudo. (Deveria também ser considerado que eles podem somente parecer estar em conflito porque o pensamento não-cristão impôs pressuposições falsas e contraditórias sobre o tópico como condição para discussão. Isto é, a mente natural pressupõe que a visão cristã é impossível antes que ela comece sua consideração “objetiva” do assunto). Contudo, a tese de Carson não torna disponível ao leitor uma análise excelente de como a literatura (na sua maioria de origem judaica) da era helenística lida com esse dilema importante da incredulidade. Ela deveria ser lida por todo cristão interessado na história do debate sobre o livre-arbítrio.
, permanece o fato de que não somente não há nenhuma conexão demonstrável entre o livre-arbítrio e a responsabilidade, mas também que a ideia arminiana de liberdade da indiferença é totalmente destituída de qualquer senso de responsabilidade. Pode ser difícil para alguns entender a relação entre a responsabilidade humana e a soberania de Deus — eles são perfeitamente honestos em dizer que “não veem como podemos ser considerados responsáveis se não temos o livre-arbítrio”. Mas para o cristão que crê na Bíblia, em nenhum lugar na Bíblia a responsabilidade está vinculada ao livre-arbítrio. Ela nunca usa o livre-arbítrio como uma categoria de explicação, nem uma só vez sequer.
Leia esse texto também e a continuação do texto boa leitura.
Responsabilidade Bíblica Link »
- Por: R. K. McGregor Wright
Fonte: A Soberania Banida, Editora Cultura Cristã, págs. 59-60.
por R. K. McGregor Wright
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
BAHIANA NA IGREJA UNIVERSAL

um pouco humor
tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar.eclesiate 3,8
Uma bahiana comenta sua situação aflitiva com um amigo, crédulo da Igreja Universal:
- Estou numa maré braba fio. Estou sem crédito na praça, devendo pra todo mundo. Não vejo solução. Já pensei em me matar. Estou desempregada e sem dinheiro, cheia de contas e carnês atrasados. Não há nada que dê jeito nessa situação.Já perdi a esperança! Acho que já estou doente e vou morrer mesmo... religioso:
Calma! Não é nada disso... Você precisa de ajuda espiritual. Você conhece a minha igreja? É pertinho da rodoviária, quase em frente ao Iguatemi , fia. Pois é, na quarta-feira, tem uma Sessão de Descarrego, onde todos são curados ou aliviados, com uns 318 pastores e muita fé. Vai lá ... Vamos te salvar!Na quarta-feira, a bahiana vai. No meio do culto é chamada ao palco e um pastor a agarra pelos cabelos e pergunta: - Qual é o seu problema?!!Ela diz:
- Dívida, meu santo, dívida ... pastor começa a gritar:
- Sai desse corpo, demônio! 'Disaloja!' Esse corpo não te pertence! Em nome de Jesus , te afasta desta alma boa!!! E colocando a mão em sua testa e segurando pelos cabelos , GRITA:
- Estou ordenando: Em nome de Jesus , 'Disaloja!'... 'Disaloja!'... 'DISALOOOOOJAAAA!!!!!!!!'
E a bahiana aflita grita:
- Casas Bahia!!! Lojas Americanas!!! Ponto Frio!!! Magazine Luiza, Cartão Visa, C&A!!! Marisa!!! Fininvest!!! Ibis !!! Losango!!! Casa&Vídeo!!! Bloco Camaleão!!! Camarote da Ivete!!! Precaju!!!! Me acuda meu Deus antes que quebrem meu pescoço !!!!!
sábado, 6 de novembro de 2010
O Problema do Um e os Muitos
Um dos problemas mais básicos e contínuos da história do homem é a questão do um e os muitos e a sua relação. O fato que em anos recentes os homens têm evitado a discussão desse assunto não deixou de fazer suas pressuposições não declaradas com respeito ao mesmo determinante do seu pensamento.
Grande parte da preocupação presente sobre as tendências desses tempos é literalmente gasta em esforço inútil porque aqueles que guiam as atividades não podem resolver, com as ferramentas filosóficas disponíveis a eles, o problema da autoridade. Isso está no cerne do problema da função apropriada do governo, o poder de tributar, de recrutar, de executar criminosos e travar uma guerra. A questão da autoridade é novamente básica para a educação, para a religião e a família. Onde a autoridade reside, na democracia ou em uma elite, na igreja ou em alguma instituição secular, em Deus ou na razão? As implicações do problema são religiosas, como será demonstrado, mas o fato que ele não é discutido permite uma equalização ignorante de várias religiões e diversas teologias. As diferenças entre cristianismo e ateísmo são básicas, assim como as diferenças entre budismo e cristianismo. A ortodoxia russa, o catolicismo romano, o anglicanismo, luteranismo e o calvinismo, cada um deles tem sua cultura característica de consequência na ação política e social de sua própria pressuposição. O fracasso em reconhecer o fato que todos os caminhos para Deus não são igualmente válidos ou relevantes para a manutenção da cultura ocidental, especialmente nos Estados Unidos, tem extensivamente obscurecido a possibilidade de uma resposta inteligível. A alegação que esta é uma cultura pluralista é meramente o reconhecimento do problema, não uma resposta. O problema da autoridade não pode ser respondido pela razão somente, e básico para a própria razão são as suposições pré-teóricas ou axiomas[1] – que representam essencialmente os comprometimentos religiosos. E um desses comprometimentos básicos diz respeito à questão do um e os muitos.[2] O fato que os estudantes podem se graduar em nossas universidades como bacharéis em filosofia sem qualquer ciência da importância ou centralidade dessa questão não torna o um e os muitos menos básico para o nosso pensamento. A diferença entre Oriente e Ocidente, e entre vários aspectos da história e cultura ocidental, reside em respostas a esse problema que têm sido feitas consciente ou inconscientemente. Quer reconhecido ou não, todo argumento e qualquer exposição teológica, filosófica, política, ou qualquer outra exposição é baseada numa pressuposição sobre o homem, Deus e a sociedade – sobre a realidade. Essa pressuposição governa e determina a conclusão; o efeito é o resultado de uma causa. E tal pressuposição básica refere-se ao um e os muitos.
Essa evitação do problema torna necessário umas poucas definições elementares como um prelúdio para uma discussão. O um refere-se não a um número, mas à unidade e unicidade; em metafísica, ele geralmente significa o absoluto, a suprema Ideia para Platão, o universo para Parmênides, o Ser como Tal para Plotino, e assim por diante. O um pode ser um todo separado, ou pode ser a soma de coisas em sua inteireza analítica ou sintética; isto é, ele pode ser algo transcendente, que é o fundamento de todo ser, ou pode ser algo imanente. O muitos referente-se à particularidade ou individualidade das coisas; o universo é cheio de uma multidão de seres; a verdade concernente a eles é inerente em sua individualidade, ou em sua unicidade básica? Se for em sua individualidade, então o muitos é fundamental e a fonte apropriada de autoridade, e temos o Nominalismo filosófico. Se for em sua unicidade, então o um é fundamental, e temos o Realismo. De acordo com o Realismo, os universais, que são termos aplicados a todo o universo e podem ser chamados “substâncias secundárias” reais, são aspectos da Ideia única e existem dentro dela. O pensamento egípcio, muito do pensamento grego, e o pensamento escolástico medieval tem sido “realista”. Para o “Nominalismo”, termos abstratos ou gerais não têm nenhuma existência real e são meros nomes aplicados a aspectos da realidade; a realidade pertence aos particulares, particulares físicos reais, de forma que a verdade do ser é simplesmente que coisas individuais existem. A verdade não é alguma abstração com respeito a coisas particulares, mas é simplesmente o fato da particularidade.
A Resposta Trinitariana
O cristianismo ortodoxo tem afirmado outra resposta ao problema, e para tornar clara essa resposta, certas distinções elementares são necessárias. A teologia e a filosofia distinguem entre a trindade ontológica e a trindade econômica ao falar de Deus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são cada um deles uma personalidade, e juntos eles constituem o Deus trino e exaustivamente pessoal, totalmente auto-consciente. Deus é totalmente auto-consciente, significando que ele não tem nenhum aspecto oculto ou desconhecido de seu ser, nenhuma potencialidade não explorada. Ele é realmente auto-consciente e pessoal. Cada uma das pessoas da trindade é igualmente Deus.
Visto que tanto o um como o muitos são igualmente fundamentais em Deus, torna-se imediatamente aparente que esses dois aspectos aparentemente contraditórios do ser não cancelam um ao outro, mas são igualmente básicos para a trindade ontológica: um Deus, três pessoas. Novamente, visto que a unidade e pluralidade temporal são os produtos e a criação deste Deus trino, nem a unidade nem a pluralidade podem exigir o sacrifício do outro em prol de si mesma. Dessa forma, o homem e o governo são igualmente aspectos da realidade criada. O locus do cristianismo é tanto o crente como a igreja; eles não são independentes ou anteriores um ao outro. Os desejos do marido e da esposa não têm prioridade sobre o casamento, nem a instituição do casamento têm primazia sobre os parceiros dele; o casamento é de fato um protótipo de uma realidade eterna (Ef 5.22-25), mas o homem é ele mesmo criado à imagem de Deus (Gn 1.26-27). A educação deve ser voltada tanto para o indivíduo como para a sociedade, mas acima de tudo, a Deus.
[1] Suposições pré-teóricas ou axiomas são proposições religiosamente sustentadas e não provadas que são assumidas como sendo tão verdadeiras numa cultura que é ridículo questioná-las ou tentar prová-las. Elas existem como o próprio fundamento e premissa do pensamento. Eles são religiosamente sustentadas, mas são anteriores a qualquer pensamento religioso formal, bem como a qualquer especulação filosófica.
[2] O um e os muitos é talvez a questão básica da filosofia. A unidade ou a pluralidade, o um ou os muitos, é o fato básico da vida, a verdade fundamental sobre o ser? Se unidade é a realidade, e a natureza básica da realidade, então unicidade e unidade devem ganhar prioridade sobre o individualismo, os particulares ou os muitos. Se os muitos, ou a pluralidade, descrevem melhor a realidade fundamental, então a unidade não pode ganhar prioridade sobre os muitos; então o Estado, a igreja e a sociedade devem ser subordinados à vontade do cidadão, do crente e do homem em particular. Se o um é fundamental, então os indivíduos são sacrificados pelo grupo. Se os muitos é fundamental, então a unidade é sacrificada à vontade dos muitos, e a anarquia prevalece.
Publicado em 5 de novembro de 2010 – 22:48 por Rousas J. Rushdoony
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto. 05 de novembro de 2010.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Roma e a Reforma
210. Qual foi a razão para a Reforma?
Roma, mediante o seu domínio, tinha corrompido a Igreja, e aqueles que eram fieis à Palavra de Deus procuraram restaurar a Igreja às suas verdadeiras doutrinas.
211. Como Roma reagiu?
Roma se opôs violentamente à Reforma em todos os lugares, e todas as igrejas da Reforma eram consideradas como heréticas porque buscavam abolir as corrupções de Roma e rejeitavam as reivindicações do Papado.
212. A Reforma envolveu como afirma Roma, heresia e cima?
Certamente não. Os Reformadores, pelo contrário, consideravam que a Igreja de Roma tinha se apartado de Cristo e da Igreja Apostólica, e o objetivo deles era o retorno ao Evangelho puro e às práticas e princípios do Novo Testamento.
213. O termo ‘protestante’ tem um aspecto positivo e negativo?
Sim. O protestantismo envolve protesto contra o erro, mas também a propagação da Verdade. Um protestante, portanto, no sentido verdadeiro, é aquele que não somente protesta contra as corrupções, abusos e apostasia do romanismo, mas também dá testemunho fiel dos princípios fundamentais do Evangelho como apresentados na Palavra de Deus.
Fonte: Dr. Ian R. K. Paisley, A Concise Guide to Bible Christianity and Romanism.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (31 de outubro de 2010).
domingo, 31 de outubro de 2010
O Evangelho da Reforma

Vivemos numa época em que a mensagem do evangelho está sendo implacavelmente assaltada por dois grandes inimigos: legalismo e antinomianismo. Esses dois erros têm confundido e enganado a muitos, causando estragos espirituais tanto no catolicismo romano como no protestantismo evangélico.
O século dezesseis testemunhou um dos maiores reavivamentos na história da igreja: a Reforma. A igreja protestante nasceu de um protesto contra o legalismo impregnado do catolicismo romano. Os Reformadores pregaram corajosamente o evangelho, testemunhando a mensagem bíblica da suficiência da obra de Cristo, a graça de Deus e a autoridade plena e final da Escritura. Eles trouxeram a igreja de volta à mensagem essencial e libertadora da justificação pela fé como definida pela Palavra de Deus. Desde o século dezesseis o evangelho da Reforma tem sido o padrão de ortodoxia para os protestantes. Hoje, contudo, encontramos um novo interesse no catolicismo romano em todos os lugares do protestantismo conservador, e uma disposição acrítica de abraçar os ensinos da Igreja de Roma. Isso é devido em parte à natureza fraturada do evangelicalismo e a uma ênfase antinomiana que está se tornando mais e mais prevalecente nos círculos evangélicos.
Isso tem desencadeado um debate contínuo dentro do evangelicalismo quanto à natureza da fé salvífica e o significado da salvação. Mas o interesse renovado no catolicismo romano é motivado por mais do que uma reação contra uma forma liberal e antinomista de evangelicalismo. Dado o estado da cultura de hoje há aqueles que desejam que todas as forças conservadoras dentro do cristianismo professante unam-se numa batalha comum na guerra cultural por valores morais. Unidade é o toque de clarim desse movimento, mas uma unidade conseguida à custa da verdade – em particular as grandes verdades do evangelho que foram articuladas pelos Reformadores protestantes. Aqueles evangélicos que promovem tal agenda são míopes. Eles têm esquecido que a Escritura declara que os meios ordenados por Deus para mudar uma cultura é por meio da pregação clara do evangelho de Cristo. Mas é nesse ponto que existe tanta confusão.
Há uma necessidade desesperada hoje de um esclarecimento do evangelho bíblico. Precisamos retornar a uma proclamação corajosa e inflexível da plenitude da verdade do evangelho como revelada na Escritura. Isso é o que caracterizou a pregação e o ensino dos Reformadores. A mensagem do evangelho deles estava fundamentada na autoridade suprema da Palavra de Deus e Deus abençoou os esforços deles com um derramamento do seu Espírito em grande poder e conversão. A resposta para os evangélicos que estão preocupados com a superficialidade do evangelicalismo e o estado da cultura não é a união ou a tolerância com o evangelho legalista de Roma, mas um retorno ao evangelho bíblico da Reforma. É esse evangelho que a grande parte do evangelicalismo abandonou.
Fonte: William Webster, The Gospel of the Reformation (Battle Ground, Washington: Christian Resources, 1997), págs. 12-13. Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto (31 de outubro de 2010).